sexta-feira, 9 de julho de 2010

Destino

Não acredito em horóscopo, fadas, duendes, fantasmas, espíritos, cartomantes, tarô, búzios, mágica, bruxas. Não acredito em Deus. Mas, contradizendo tudo isso, por vezes tenho um pensamento sobre o meu começo que muito me agrada, e até mesmo me fortalece:

Quando nasci soprei, pouco e devagar. Fui me impondo à vida com tal determinação que aqui estou. Não era pra ser, e foi. Então penso que era pra ser sim, que eu, menor do que o menor bebê que existe, tinha no meu pequeno corpo insuficiente um bocado de vida escondida, que pulsava louca para viver de corpo inteiro. Eu insisti na vida, e ela nasceu dentro de mim.

Não acredito em destino, mas que ele existe, existe.

3 comentários:

Marina Guyot disse...

tô até chorando de beleza

Carolina Guyot disse...

ahhh..eu tb...paulete!!!muito emocionante.

Blog do Marco Aurélio Nogueira disse...

cheguei aqui por recomendação e insistência. Vc mesma me incentivou. E não me arrependo em nada, muito ao contrário. Teus textos são ótimos, literariamente impecáveis e muito sugestivos, naquele sentido preciso que caracteriza os textos literários: envolventes, com belas imagens e alguns desafios ao leitor.
Também acho que destino existe. No seu caso, com certeza. Ao mesmo tempo, somos sempre o resultado dos embates que travamos na vida e com a vida. Sempre há um bocado de vida escondida em cada um de nós. O decisivo é sabermos o que fazer com ele. E vc sabe.

Dizem que exagero E eu aqui, nego: Sinto muito. Quando gosto, expando Quando desgosto, debando Dizem que não falo eu,...