Vinha com uma firmeza de estremecer. Não demonstrava qualquer tremor nas mãos, piscar de olhos, exitação na fala. Tinha essa brilhante maneira de se mostrar próximo sendo distante, e de estar distante mesmo quando próximo. Era paradoxalmente o ser mais primitivo e evoluído que se possa imaginar. Não demonstrava qualquer tipo de sofrimento ou dúvida, nunca. Não deixava e sobretudo não queria que ninguém se sentisse mal por sua causa. Distribuia afeto e carinho para quem merecia tapas. Não falava sobre remorso, inveja ou ciúme. Não deixava comida no prato. Dava abraços demorados que reconfortavam a alma, escrevia liricamente para quem precisasse ouvir, perdoava muito, muitos.
Quando chegava em casa, chorava escondendo o rosto com as mãos, sem coragem de se olhar no espelho e decobrir que era humano, demasiadamente.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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